Como comprar imóvel sem entrada (ou com entrada mínima): o que é real
Resposta direta: dá para comprar com pouca ou nenhuma entrada quando três coisas se combinam — um imóvel vendido bem abaixo do valor de avaliação, o uso do seu FGTS e, nas faixas de renda mais baixas, o subsídio do Minha Casa Minha Vida. Nos imóveis da nossa vitrine, estruturamos a venda para que a entrada seja a menor possível — em muitos casos, R$ 0 — com as condições exatas por escrito na proposta de cada imóvel.
Desconfie das promessas absolutas
“Sem entrada garantido para qualquer um” não existe: o quanto o banco financia depende da avaliação do imóvel, da linha de crédito e do seu perfil — e a palavra final é sempre da análise de crédito. O que existe, de verdade, são alavancas que mudam a conta a seu favor. São três:
1. Preço abaixo da avaliação
A entrada é uma porcentagem do valor do negócio — então ela encolhe junto com o preço:
Um imóvel avaliado em R$ 184 mil, a preço cheio, pede uma entrada na casa de R$ 37 mil. O mesmo imóvel comprado por R$ 110 mil derruba esse número para uma fração — e, conforme as condições da operação e da avaliação do banco, o desembolso pode chegar a zero.
É por isso que essa conversa quase não existe em imóvel de anúncio comum: sem folga entre preço e avaliação, não há de onde tirar a facilidade. Em imóveis retomados revendidos abaixo do mercado, há.
2. FGTS: o dinheiro que você já tem
Com 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS (somando empregos), sem outro imóvel na cidade e sem financiamento SFH ativo, o seu saldo — mais o do cônjuge — entra como pagamento na compra. Muita gente tem R$ 10–30 mil parados no fundo sem saber. Consulte no app FGTS antes de qualquer conversa: esse número muda a sua proposta.
3. Subsídio do Minha Casa Minha Vida
Nas faixas 1 e 2 do programa (renda familiar até ~R$ 5.000), o governo concede subsídio a fundo perdido de até R$ 55 mil — dinheiro que reduz o valor a financiar e que você não devolve. Imóveis usados e retomados regularizados se enquadram, respeitados os tetos por município.
O que continua sendo indispensável
- Renda comprovada — a parcela precisa caber em ~30% da renda familiar bruta (autônomos comprovam por extratos bancários).
- CPF sem restrição ativa — nome negativado reprova a análise de crédito.
- Documentação em ordem — RG, CPF, estado civil, residência e renda.
Como isso funciona na prática aqui
Você escolhe o imóvel na vitrine, a equipe monta a conta do seu caso (preço, FGTS disponível, enquadramento no MCMV) e devolve uma proposta por escrito com entrada, valor financiado e parcela estimada — sem custo e sem compromisso. Se a conta não fechar bem para você, a gente fala na hora; cliente mal atendido hoje é processo amanhã, e nosso modelo é o oposto disso.
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Dá para usar Minha Casa Minha Vida e FGTS num imóvel retomado?
Sim — desde que o imóvel esteja regularizado. O que o retomado precisa ter para ser financiável, por que o "direto da fonte" quase nunca aceita, e a conta faixa a faixa num apartamento de R$ 140 mil no RJ.